Educação

Thursday, July 06, 2006

Identificação: Luci Vargas Goudard

Parcerias: Marilene de Borba Rosa Bernardes




Justificativa:

Trabalhamos há três anos com alunos com dificuldades de aprendizagem ou baixo desempenho. Normalmente estas crianças sentem-se menos competentes que seus pares.
Ao considerarmos a influência que a auto-estima tem no processo de crescimento individual optamos por desenvolver um trabalho que consideramos significativo tanto para nós como para essas elas.
Por conseguinte decidimos realizar um vídeo que privilegie a história destas crianças em nossa escola. Suas trajetórias desde da 1ª série, suas vitórias traduzidas no desenvolvimento de competências como linguagem escrita e raciocínio lógico-matemático que para alguns foram mais fáceis de alcançar e que para outros, ainda tem demandado esforços e muita dedicação.
Para tanto, vamos realizar uma série de entrevistas direcionadas que oportunizem a elas contarem suas histórias, como se sentiram diante da necessidade de participar do apoio pedagógico e o que isto significou em suas vidas.

Objetivos:


Documentar o trabalho realizado no Apoio Pedagógico;
Comprovar os bons resultados de um trabalho sistemático;
Demonstrar que crianças com DA e BD podem superar, sem histórico de reprovação, suas dificuldades iniciais na aquisição da linguagem escrita e raciocínio lógico-matemático;
Registrar, com a fala da criança as possibilidades de nos recriarmos enquanto educadores dando ao apoio pedagógico uma identidade viva e como é próprio de tudo o que vive estar em constante crescimento.
Atividades:

Apresentar o projeto às crianças;
Preparar a entrevista com as perguntas que serão realizadas às crianças;
Preparar a entrevista com as perguntas que as crianças irão nos fazer;
Promover um momento de rever as entrevistas para garantir que estas contem a nossa história;
Realizar as gravações;
Rever e editar.

Cronograma:

01 a 04/08: Apresentar o projeto às crianças;
07 a 11/08: Preparar as entrevistas juntamente com o grupo;
14 a 18/08: Rever com o grupo as entrevistas;
21 a 25/08: Realizar as gravações;
28 a 31/08: Rever e editar.
INTEGRAÇÃO DE TV E VÍDEO NO CURRÍCULO ESCOLAR


Esse é um tempo diferente na história da educação brasileira. É um tempo de questionamentos, que gerou a formação de pequenos grupos dentro de uma rede e até mesmo no interior de uma unidade. Estes grupos se constituem em sua radicalidade, os absolutamente a favor do uso dos recursos audiovisuais no cotidiano escolar e os absolutamente contra, recusando-se a ver o que a muito deixou de ser invisível – a incontestável influência da mídia em nossas formas de ser e de estar no mundo.
É indiscutível a necessidade de inserirmos estes recursos no cotidiano escolar, o problema está mais para o como faze-lo. O fato é que, esteja contra ou a favor, o professorado tem muita pouco conhecimento para desenvolver um trabalho promissor nesta área.
A possibilidade de integrar a TV e vídeo no currículo escolar está diretamente relacionada à capacidade do professor em utilizar estes recursos com eficiência. Nesse sentido, não nos atemos aos controles e inúmeras funções do aparelho, mas as linguagens, perspectivas, formas e deformas que representam, ainda que não o admitamos a vontade da sociedade que ao prender-se incondicionalmente aos seus encantos, concorda e perpetua.

Wednesday, July 05, 2006

Quadro de Classificação de Programas Televisivos

Educativo com finalidade explicita de educar
Globo Repórter
Globo Rural
Tele – curso 2º Grau

Educativo sem finalidade explícita de educar
Sítio do Pica-Pau Amarelo
Castelo Ra-Tim-Bum
Malhação

Não educativo
Vídeo-schow
Patrola

Deseducativo
Domingo Legal
Caso de Família
Hebe Camargo
Análise do Quadro Classificatório
Os programas que indiquei com a finalidade explícita de educar considero-os importantes, porém são produzidos para chamar mais a atenção de pessoas adultas deixando de fora a audiência dos mais jovens em fase de formação pela forma séria de tratar os assuntos.
Educativo sem finalidade explícita são bons programas, linguagem de fácil acesso às crianças e jovens e sempre abordando temas importantes na formação destes.
Registro um comentário mais específico sobre o programa Malhação. Considero que os temas abordados são importantes para o universo juvenil, porém considero que são tratados com muita abertura e permissividade sugerindo excessivo uso de liberdade por aqueles que atuam como protagonistas da série.
Quanto as últimas duas classificações, os programas indicados carecem de repertório, não têm nenhum compromisso com a cultura e têm caráter mais sensacionalista e por conseguinte apresentam recortes cujo objetivo é deturpar as informações.
Programas de Auditório - Análise reflexiva

Nos programas de auditório para crianças a forma de apresentação – o apresentador, cenário e todos os recursos de palco são voltados para despertar o imaginário infantil.
O apresentador é um personagem carismático, se relaciona muito bem com as crianças e utiliza linguagem e brincadeiras centradas em seus interesses mantendo uma relação muito próxima e afetiva a fim de provocar a desinibição e fazer com que as crianças extravasem todo o seu potencial imaginativo.
Nos programas voltados para a juventude são utilizados recursos semelhantes, porém mais apropriado para a idade. Os temas abordados geralmente se relacionam as problemáticas da juventude atual e as brincadeiras têm um caráter mais desafiador – gincanas; perguntas e respostas; jogos.
Nos programas direcionados para o público adulto há algumas diferenças marcantes. Valoriza-se mais a imagem e são utilizadas estratégias de sedução e às vezes até algum erotismo. Os temas abordados centram-se na beleza, sexualidade e, principalmente a vida privada daqueles que dele participam – sejam celebridades ou pessoas comuns.
Televisão e Vídeo e o Processo Educativo

Considero relevante que a escola incorpore a utilização destes recursos, na medida em que influenciam a educação de crianças, jovens e até mesmo adultos. Não necessariamente essa influência contribui para crescimento individual mas com certeza há a necessidade da escola colocar-se enquanto mediadora entre o que é visto na TV pelo seu alunado e a forma de processar as inúmeras informações recebidas.

Thursday, May 25, 2006

Tecnologia e Educação
O incrível desenvolvimento tecnológico ocorrido nas últimas duas décadas nos coloca no dia-a-dia diante de recursos que julgávamos serem possíveis apenas nos filmes de ficção assistidos em nossa infância.
Telefonia móvel; máquinas digitais; DVD; máquinas que são ao mesmo tempo impressoras, copiadoras e scanner. Estes entre muitos outros nos surpreendem todos os dias com suas múlti-funções.
Sem dúvida, esta avalanche de eletroeletrônicos nos causa certa insegurança, principalmente quando percebemos que de certa forma, nossos filhos sabem mais do que nós sobre como operá-los e sobre essa nova linguagem que modifica todo o nosso cotidiano.
Nossos valores são questionados e, principalmente no contexto escolar muito do que julgávamos importante tornou-se obsoleto e muito do que nem sequer suspeitávamos tornou-se essencial.
Se outrora televisor e vídeo eram recursos opcionais, hoje se tornaram essenciais na medida em que o repasse da informação deu lugar a construção do conhecimento e este veio atrelado ao conceito de cidadania.
Este conceito ao implicar na formação de um sujeito crítico e atuante exige uma escola aberta ao avanço tecnológico e o que antes era central, quadro e giz, está as portas de se tornar obsoleto.
A Sociedade Tecnológica ou Sociedade do Conhecimento é principalmente a sociedade do livre trânsito da informação e do consumo. Surgem as pequenas aldeias e os mega centros em uma mesma cidade ou até no mesmo bairro. Mas a pós-modernidade não trouxe a complementaridade desejada e novas formas de exclusão se inserem em nosso cotidiano.
O papel da escola, neste contexto, se amplia e se torna cada vez mais complexo, porém a resistência em fazer uso desses novos recursos mantém os profissionais da educação algemados a velhas lembranças – Ah! Mas no meu tempo não era assim, as crianças eram diferentes, as famílias eram diferentes, os valores eram diferentes. – Eles têm razão, tudo era diferente e nuca mais será igual.
A nostalgia necessariamente terá que ceder lugar ao surgimento do desenvolvimento do pensamento crítico. A consciência de nosso papel enquanto profissionais da educação nos apontam a necessidade de nos propormos a intermediar a relação construída pelos nossos alunos com os meios multimídia e as inúmeras informações que estes veiculam diariamente.
Recusarmos a fazer isso, equivale a abrirmos mão do nosso papel de educadores.

Friday, April 28, 2006